
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, na segunda -feira (15), que a colônia agrícola Marco Aurélio Vergas, em Magé (RJ), envia em 24 horas as imagens da câmera de segurança da unidade prisional onde o ex -deputado federal Daniel Silveira é detido.
A decisão foi tomada para esclarecer as queixas de que Silveira teria recebido visitas fora do horário regular e procedimentos impostos a outros prisioneiros, incluindo acesso sem autorização do Supremo Tribunal e a ausência de registros formais dessas visitas.
O aviso sobre possíveis irregularidades chegou ao escritório do ministro no final de agosto, liderando o escritório do procurador -geral (PGR) a recomendar o envio de gravações de vídeo para comparar com os registros da prisão e a investigação dos fatos.
De acordo com informações recebidas pelo ministro, o vice-vice-federal Carlos Jordy (PL-RJ), tenente-coronel da polícia militar Guilherme Moraes, atualmente secretário de proteção e defesa civil de Petrópolis (RJ), e o ex-vereador Elitusalem visitaram o primeiro saliamento.
Os relatórios apontam que a presença de Elitusalém em particular não teria sido formalmente registrada, suspeita de que ele também cai nas visitas de Jordy e Guilherme Moraes. Em uma manifestação anterior à Suprema Corte, a administração da prisão confirmou que todos foram recebidos no conselho do conselho, mas esclareceu que nenhum visitante pode acessar Daniel Silveira sem autorização judicial prévia.
De acordo com o UolO diretor da prisão disse, em 30 de agosto no cargo ao ministro, que as pessoas mencionadas estavam na penitenciária, foram recebidas no conselho do conselho e informaram que não poderiam visitar Daniel Silveira sem autorização do Supremo Tribunal.
Daniel Silveira foi condenado por ataques antidemocráticos ao STF
Daniel Silveira conhece um julgamento depois de ser condenado em 2022 a oito anos e nove meses de prisão por ataques não democráticos à Suprema Corte, uma ameaça ao Estado de Direito e Coerção Democrata. A condenação foi motivada, entre outros fatos, por vídeos em que ele defendeu a demissão dos ministros do tribunal e o retorno do regime militar de 1964. O ex -presidente Jair Bolsonaro (PL) até concedeu perdão a Silveira, mas o benefício foi anulado pelo STF.
Em dezembro de 2024, Moraes concedeu liberdade condicional ao ex -vice, impondo restrições como a proibição de posse de armas. Três dias depois, no entanto, ao receber informações sobre a quebra de determinações judiciais, o ministro revogou o benefício e ordenou o retorno de Silveira à prisão. Durante o período em um regime semi -aberto, Silveira trabalhou no projeto de reflorestamento da unidade criminal, que lhe rendeu uma redução de penalidade para estudar e trabalhar.
