A menos de seis meses das eleições de 2026, a situação de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pela Presidência da República é crítica em comparação com a que vivia em abril de 2022, quando tinha ampla vantagem sobre Jair Bolsonaro nas pesquisas eleitorais. Quatro anos depois, agora contra o filho do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), a margem de segurança acabou.
Uma margem que garantiu a vitória de Lula no segundo turno, ainda que menor do que as pesquisas apontavam seis meses antes. No final, o petista venceu o segundo turno com 50,9% dos votos válidos, contra 49,1% de Jair Bolsonaro —a diferença foi de 2,14 milhões de votos.
A pesquisa Quaest de abril de 2022 mostrou Lula variando entre 44% e 46% de intenções de voto no primeiro turno nos seis cenários então testados. A diferença para Bolsonaro variou de 29 a 32 pontos percentuais —o resultado nas urnas foi de 43,43% contra 43,2% a favor de Lula.
Agora, segundo pesquisa do mesmo instituto, divulgada em 14 de abril deste ano, Lula está apenas 5 pontos percentuais à frente de Flávio Bolsonaro —37% a 32%—, praticamente no limite da margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Pesquisas que mostram Flávio Bolsonaro à frente de Lula
Lula também perdeu espaço nos cenários do segundo turno
É na simulação do segundo turno, porém, que o cenário piora para o petista. Em abril de 2026, ele não tem mais vantagem sobre Flávio Bolsonaro em confronto presencial. Segundo Quaest, quem está à frente, até numericamente, é o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro: 42% a 40%.
Quatro anos antes, Lula tinha margem de 21 pontos percentuais sobre Jair Bolsonaro na simulação de segundo turno —55% a 34%—, o que, naquele momento, praticamente garantia o terceiro mandato do petista. E com facilidade.
E não foi só contra Bolsonaro que Lula teve uma vantagem considerável. Nos cenários de segundo turno contra João Doria, Ciro Gomes, Sergio Moro e Eduardo Leite — apenas Ciro Gomes confirmaria sua candidatura —, a diferença foi ainda maior, variando entre 30 e 42 pontos percentuais.
Depois de quatro anos, porém, a vantagem máxima que Lula abre no segundo turno para o Quaest é de 21 pontos percentuais em um possível confronto com Augusto Cury (Avante).
Contra Romeu Zema (Novo), a vantagem é de 7 pontos percentuais. No confronto com Ronaldo Caiado (PSD), o petista abre 8 pontos percentuais. E contra Renan Santos (Missão), a diferença é de 20 pontos percentuais.
Metodologias de pesquisa citadas
- Questão 15/04/2026: A pesquisa Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 9 e 13 de abril de 2026. A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-09285/2026.
- Questão 04/07/2022: A pesquisa Quaest entrevistou 2 mil pessoas entre os dias 1º e 3 de abril de 2022. A pesquisa foi encomendada pelo Banco Genial S.A. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Registro no TSE nº BR-00372/2022.
