
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (14) que disputará as eleições porque tem um “compromisso cristão” de não “permitir que um fascista volte a governar este país”. O petista se refere ao pré-candidato presidencial Flávio Bolsonaro (PL).
“Tenho um compromisso moral, ético, diria até cristão, de não permitir que um fascista governe este país novamente”, disse o presidente aos sites Brasil 247, DCM e Revista Fórum. A afirmação ocorre após o próprio Lula ter levantado dúvidas sobre sua candidatura à reeleição em entrevista ao portal Notícias da ICL no dia 8.
“Digo que ainda não decidi que vou ser candidato. Haverá convenção em junho e eu, para decidir ser candidato, terei que apresentar um programa, terei que apresentar algo novo para este país”, afirmou o presidente na ocasião.
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Analistas entrevistados por Gazeta do Povo destacou que, ao colocar em dúvida sua candidatura, Lula revelou um cálculo político, aliado a uma reação exagerada do mercado financeiro.
“Se você analisar o mercado e a Faria Lima, eles sempre vão querer outro candidato, porque não querem uma política de inclusão social, querem uma política para pagar os juros deles. E não sabem que quero fazer muito mais”, disse o petista nesta terça-feira.
Lula também criticou as apostas e voltou a citar a religião durante a entrevista. “Precisamos efetivamente tentar acabar com essa guerra de jogos que está acontecendo no Brasil… Lutamos contra os cassinos a vida inteira. Eu, pelo menos, como cristão”, afirmou.
Além disso, o presidente defendeu o Papa Leão XIV após críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. “[O papa] Você está correto em suas críticas ao presidente Trump, ninguém precisa ter medo de ninguém”, disse ele.
