novo imposto a cada 27 dias e carga recorde



Desde o início do mandato do presidente Lula, o governo federal já editou 43 medidas de arrecadação de impostos para equilibrar as contas públicas. Mesmo com sucessivos recordes de arrecadação, o ritmo de novos tributos e aumentos de tributos preocupa especialistas pela falta de racionalização dos gastos.

Com que frequência são criadas novas medidas para aumentar as receitas?

O governo federal implementa, em média, uma nova iniciativa para aumentar a carga tributária a cada 27 dias. No total, foram 43 medidas tomadas em pouco mais de três anos de gestão. Destes, 36 foram criações ou aumentos de impostos diretos, enquanto os demais envolvem propostas temporárias que perderam validade ou iniciativas de natureza não tributária, como alterações em julgamentos de recursos fiscais.

Quais são as principais áreas afetadas pelo aumento de impostos?

As medidas afetam vários setores da economia. No consumo, destacam-se a devolução dos impostos sobre os combustíveis e a tributação das compras internacionais abaixo de 50 dólares (o ‘imposto da blusa’). Nos investimentos, houve o fim das isenções para fundos imobiliários e a criação de ‘come-quotas’ para fundos exclusivos. Além disso, setores como o das apostas desportivas eletrónicas (apostas) e das armas de fogo também registaram um aumento da tributação.

A arrecadação de registros conseguiu resolver o problema das contas públicas?

Não necessariamente. Embora o governo tenha fechado 2025 com R$ 2,9 trilhões arrecadados, um crescimento real de 3,65%, os gastos públicos continuam elevados. Especialistas apontam que a estratégia tem focado apenas no aumento das receitas, sem um esforço proporcional para cortar despesas ou tornar o Estado mais eficiente. Isto cria um desequilíbrio fiscal que exige a criação constante de novos impostos para cobrir as lacunas orçamentais.

Como esse cenário impacta o crescimento econômico?

O excesso de impostos tende a desacelerar a atividade económica. Com mais impostos, resta menos dinheiro para as empresas investirem e para os consumidores gastarem. O resultado é uma perda de competitividade e um desincentivo ao crescimento. Em 2025, o PIB registou um aumento de 2,3%, a taxa mais baixa desde o fim da pandemia, confirmando uma tendência de desaceleração que poderá reduzir as receitas próprias do governo no longo prazo.

Que novos impostos ainda poderão surgir em 2026?

O governo federal já sinalizou que pretende avançar com novas diretrizes de arrecadação neste ano. Entre os planos estão aumentar impostos sobre serviços de streaming e criar impostos voltados para grandes empresas de tecnologia (Big Techs). No entanto, o avanço destas propostas enfrenta resistências políticas, especialmente em ano eleitoral, devido ao receio de um impacto negativo na popularidade do governo.

Conteúdo produzido com base em informações coletadas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar as informações completas e se aprofundar no tema, leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

  • Governo Lula cria medida para aumentar a carga tributária a cada 27 dias



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *