O presidente Lula (PT) saiu em defesa das ditaduras cubana e venezuelana diante da operação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prendeu o ditador Nicolás Maduro, e da ameaça de invasão ao país caribenho.
“Não dá para alguém pensar que é dono de outros países. O que estão fazendo com Cuba agora? O que fizeram com a Venezuela? Isso é democrático?”, questionou o petista, em seu discurso no Fórum Celac-África, parte da 10ª Cúpula de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que aconteceu neste sábado (21) em Bogotá, capital da Colômbia.
Durante seu discurso, Lula também criticou a Organização das Nações Unidas (ONU), que enfrenta uma “total e absoluta falta de funcionamento”, e questionou se existe algum documento internacional que permita a incursão militar em território estrangeiro. “Em que documento do mundo diz isso? Nem na Bíblia. Não há nada que permita que isso aconteça. É o uso da força e do poder para nos colonizar novamente?”, acrescentou.
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Presidente associa comércio exterior a “roubo” e colonização

No seu discurso, o petista defendeu que as empresas estrangeiras que queiram aproveitar matérias-primas da América Latina ou de África se instalem em países destes continentes. Associou a história do comércio exterior à mudança de regime político. “Lutamos pela independência, ganhámos a democracia, perdemos a democracia, agora querem colonizar-nos novamente”, apontou.
O discurso também abordou a relação entre os Estados Unidos e a Bolívia, que envolve o comércio de minerais importantes para a produção de componentes eletrônicos. Para o petista, o país governado por Rodrigo Paz Pereira tem a chance de “não aceitar ser apenas um exportador de minerais para eles”.
“Aqui, neste plenário, todos têm experiência de que o seu país já foi saqueado de tudo o que tinha, do seu ouro, da sua prata, dos seus diamantes, dos seus minerais”, disse o presidente.
