Em pronunciamento, Lula afirma que quer conter vício em bets



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, neste sábado (7), que trabalhará com o Congresso e o Judiciário para evitar que o “jogo do tigre” entre nas casas e cause dependência. A afirmação foi feita durante discurso no Dia Internacional da Mulher. Segundo o presidente, o vício em jogos de azar é um “drama” que atinge os lares brasileiros.

“Embora a maioria dos dependentes sejam homens, a conta recai sobre as mulheres. É o dinheiro para alimentação, aluguel e mensalidade escolar dos filhos que desaparece na tela do celular”, disse o agente.

“Não faz sentido permitir que os jogos do tigre entrem nas casas, endividando as famílias através dos celulares. Vamos trabalhar unindo governo, Congresso e Judiciário para que esses cassinos digitais não continuem endividando famílias e destruindo casas”, afirmou.

Embora as casas de apostas online fossem permitidas no país durante o governo de Michel Temer (MDB), foi durante o governo Lula que as apostas foram regulamentadas e começaram a cobrar impostos sobre seus ganhos.

Violência contra mulheres bateu recorde no governo Lula

O presidente iniciou seu discurso falando sobre violência contra a mulher, destacando que, a cada seis minutos, uma mulher é assassinada no Brasil. O presidente, porém, não mencionou o aumento recorde de feminicídios no país durante sua gestão. O combate à violência contra as mulheres foi uma das bandeiras da campanha presidencial de 2022.

Lula mencionou o Pacto Nacional contra o Feminicídio, assinado em fevereiro, e um mutirão do Ministério da Justiça em parceria com os estados para prender mais de 2 mil agressores. “E já estou avisando: outras operações virão”, alertou.

Sem conseguir mostrar avanços concretos na segurança das mulheres, Lula recorreu a outro artifício: anunciou programas sociais que, segundo ele, beneficiam sobretudo as mulheres. Entre as políticas sociais do governo, ele citou os tradicionais Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, além de novas iniciativas, como Pé-de-Meia, Gás do Povo e Luz do Povo, além da distribuição gratuita de absorventes higiênicos.

Lula defendeu o fim da escala 6×1

Durante seu discurso, Lula também defendeu uma de suas principais palavras eleitorais: o fim da escala 6×1. Segundo ele, muitas vezes as mulheres trabalham em jornada dupla, no trabalho e em casa.

“Portanto, é preciso caminhar para o fim da escala 6×1, que obriga as pessoas a trabalhar seis dias por semana e ter apenas um dia de folga. É hora de acabar com isso, pois significará mais tempo com a família, mais tempo para estudar, descansar e viver. Essa é uma agenda das mulheres brasileiras”, afirmou.

Na semana passada, porém, Lula havia suavizado o discurso em relação ao fim da jornada de 6×1. Segundo ele, seria necessário que a indústria e outros setores da economia negociassem com os sindicatos uma solução que atendesse aos mais diversos setores.

Como mostrado por Gazeta do Povoao defender o fim da escala, o governo ignorou os danos econômicos que a medida poderia causar à economia. Segundo o pesquisador Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia (FGV Ibre), os impactos podem ser equivalentes aos da recessão econômica entre 2014 e 2016, no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Discurso de ódio nas redes sociais também foi tema do discurso de Lula

Lula também aproveitou o discurso para criticar o discurso de ódio nas redes sociais. Segundo ele, a prática “violenta, difama, incentiva a agressão a mulheres e meninas”, além de afastar lideranças femininas da vida pública.

A regulamentação das redes sociais é um tema frequentemente defendido por Lula. Em maio do ano passado, por exemplo, durante viagem à China, o presidente solicitou o envio de um especialista no assunto para auxiliar o Brasil. A iniciativa trouxe à tona o viés autoritário do governo Lula em relação ao tema.



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