Nesta sexta-feira (27), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a realizar sessões de neuromodulação não invasiva por meio de estimulação elétrica craniana (CES) na prisão. O tratamento acontecerá às segundas, quartas e sextas-feiras.
O procedimento consiste na aplicação de correntes elétricas no cérebro por meio de eletrodos, geralmente colocados nos lóbulos das orelhas. As sessões costumam durar 50 minutos e têm como objetivo tratar ansiedade, depressão e distúrbios do sono. Para Bolsonaro, ainda há a expectativa de que o tratamento ajude nos soluços.
“Quando a neuromodulação foi aplicada pela primeira vez, durante oito dias, foi possível documentar melhorias perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como no quadro de soluços que, como é do conhecimento deste Tribunal, tem exigido o uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central”, apontou a defesa em seu pedido.
Bolsonaro apresentou resultados positivos em sessões anteriores

O método é considerado de baixo risco, com possibilidade de efeitos colaterais leves, como dormência nos ouvidos e sensação de formigamento. O ex-presidente já havia recebido o tratamento em abril de 2025. Na época, os relatórios demonstraram uma melhora na adaptação de 18,8% para 95%, o que é considerado “alto desempenho autonômico”. Com isso, a melhora na estabilidade emocional foi avaliada em 406,7%.
Bolsonaro enfrenta uma pena de 27 anos e três meses de prisão. Após uma queda em sua cela, no 19º Batalhão da Polícia Militar de Brasília, ele foi submetido a uma denúncia. Mesmo assim, os pedidos de prisão domiciliar humanitária ainda não foram atendidos por Moraes, que vê a “Papudinha” como um lugar seguro, com atendimento médico em tempo integral.
