
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, encerrou oficialmente o pedido de suspeição contra o ministro Dias Toffoli no caso envolvendo o Banco Master. O processo foi encerrado neste sábado (21), mas a decisão já havia sido tomada no dia 12.
A alegação de suspeição (AS 244) entrou no sistema do STF no dia 10 de fevereiro, após a Polícia Federal apresentar o laudo no celular de Daniel Vorcaro, dono da Master, com menção a Toffoli, então relator do inquérito.
Dois dias depois, Fachin convocou uma reunião com todos os ministros para discutir os próximos passos à luz das conclusões da PF. Na reunião, os juízes decidiu não aceitar a ação e Toffoli deixou o relato do caso.
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“Os dez Ministros do Supremo Tribunal Federal, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, considerando o que consta do processo número 244 AS, declaram que não cabe a alegação de suspeição, em razão do disposto no artigo 107 do Código de Processo Penal e no artigo 280 do Regimento Interno do STF”, diz trecho da nota conjunta divulgada após a reunião.
Em outras palavras, o ministro não se declarou suspeito julgar o Banco Master e nenhuma investigação foi aberto sobre seu papel no caso. O ministro André Mendonça assumiu a função de relator do inquérito.
Ao julgar improcedente o pedido de suspeição, o Tribunal garantiu a validade das provas obtidas nas investigações autorizadas por Toffoli.
“Reconhecem, portanto, a plena validade dos atos praticados pelo Ministro Dias Toffoli ao denunciar a Denúncia nº 88.121 e todos os processos a ela vinculados por dependência”, destaca o comunicado dos ministros.
