O Banco de Brasília (BRB) afirmou nesta segunda-feira (19) que um “possível aporte” de dinheiro do governo do Distrito Federal (GDF) não teria impacto no orçamento das políticas públicas. O BRB sofreu prejuízos com o escândalo do Banco Master, do qual se tornou credor, e pode precisar de recursos públicos para cobrir esse buraco.
“Se necessário, (o BRB) tem um plano de recuperação de capital e destaca que eventuais aportes do acionista controlador (o GDF) não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas”, diz a nota divulgada pelo banco.
VEJA TAMBÉM:
Envolvido no escândalo financeiro que levou à liquidação da Master, o BRB passa por auditoria para apurar os prejuízos e já admitiu a possibilidade de receber dinheiro público.
Ultimato de Haddad?
Reportagem de jornal O Estado de S. Paulo informou que Haddad instou o GDF a contribuir com R$ 4 bilhões para o BRB, sob pena de intervenção. Nesta segunda-feira, Haddad negou.
Em nota também desta segunda-feira, o BRB garantiu que é “sólido”, possui patrimônio suficiente e não corre risco de sofrer “intervenção”.
O BRB afirmou que estuda “mecanismos” de venda de ativos recuperados do Banco Master, o que, segundo a instituição, contribuiria para o “fortalecimento” do patrimônio do banco.
O BRB afirmou ainda que é essencial para o “desenvolvimento econômico e social” do DF, sendo benéfico tanto para a população local como para as demais regiões onde atua.


