Moraes autoriza visita de Paulinho da Força a Collor



O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorizou, na última sexta-feira (2), que o ex-presidente Fernando Collor receba, enquanto estiver em prisão domiciliar, a visita do deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força (SP). O vice-presidente do partido, o cientista político Felipe Antônio do Espírito Santo, também participará da visita. A visita deve acontecer nesta segunda-feira (5), entre 10h e 18h.

No pedido, a defesa diz que os dirigentes partidários têm uma “relação política e institucional de longa data com o executado”, mas que “a visita pretendida tem carácter estritamente institucional e humanitário, sem qualquer finalidade activa de articulação político-partidária, mediática ou externa”.

Em maio de 2025, Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária a Collor por doença de Parkinson, apnéia do sono e transtorno bipolar. Na ocasião, Moraes entendeu que “a compatibilidade entre a dignidade da pessoa humana, o direito à saúde e a efetividade da Justiça Criminal indica a possibilidade de concessão da prisão domiciliar humanitária”.

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No caso do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, o entendimento foi diferente: Moraes argumentou que, após a cirurgia, “todas as receitas médicas indicadas como
exigido na petição da Defesa poderá ser integralmente realizado na Superintendência da Polícia Federal, sem qualquer prejuízo à saúde do preso, uma vez que, desde o início da pena, está estabelecido plantão médico 24 horas por dia; bem como, autorizou pleno acesso aos seus médicos, com os medicamentos necessários, fisioterapeuta e entrega de alimentos produzidos pelos seus familiares.”

Além da cirurgia, a defesa havia solicitado prisão domiciliar humanitária para Bolsonaro, o que foi negado por Moraes, que ainda vê o ex-presidente como risco de fuga, levado à prisão após tentativa de abertura da base de sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda.

Paulinho da Força foi o relator, na Câmara, do texto que poderá reduzir a pena de Bolsonaro de 27 anos e três meses para dois anos e quatro meses. A proposta difere do que pretendia a oposição, mas é vista como uma possível vitória pelos aliados do ex-presidente.



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