
O PSDB divulgou nota oficial neste sábado (3) na qual afirma repudiar a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos. O partido classifica os ataques para capturar o ditador Nicolás Maduro como uma “violação da soberania” e “uso da força como instrumento político”. No texto, o partido sustenta que tais atos “não podem ser legitimados em hipótese alguma” e defende o “respeito pela autodeterminação dos povos”.
Para o partido, esta posição não implica “qualquer apoio ou complacência com o regime autoritário de Nicolás Maduro”. “A Venezuela viveu durante anos sob uma ditadura que suprimiu as liberdades, destruiu instituições, empobreceu a sua população e causou uma grave crise humanitária que obrigou milhões de venezuelanos a abandonar o país”, diz a nota.
O PSDB também critica os governos petistas no Brasil. O partido afirma que a deterioração política, económica e social da Venezuela “foi ignorada durante anos” pelos governos Dilma e Lula, que, “em nome de alinhamentos ideológicos”, “fecharam os olhos aos abusos do regime e abandonaram o seu compromisso com a democracia na região”.
Na nota, o partido declara apoio “às forças democráticas venezuelanas” e defende uma saída “pacífica, negociada e legítima” da crise, que, segundo o PSDB, deve ser liderada “pelos próprios venezuelanos”. O texto fala ainda na necessidade de “vigilância por parte da comunidade internacional para que os interesses estratégicos e a riqueza do país pertençam, soberanamente, ao seu povo e não sejam explorados por regimes autoritários ou interesses externos”.
O documento é assinado por Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, e termina reafirmando que “democracia, soberania e liberdade são princípios inegociáveis”.
