O ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, foi entregue à Polícia Federal na noite desta sexta-feira (26) em Ciudad del Este, na fronteira do Paraguai com o Brasil. Ele foi detido anteriormente no aeroporto de Assunção, capital paraguaia, quando tentava fugir para El Salvador após quebrar sua tornozeleira eletrônica.
Vasques foi entregue à Polícia Federal brasileira pelas autoridades paraguaias, por volta das 20h30, na alfândega da Ponte da Amizade, do outro lado da fronteira, para ser levado à sede da autoridade em Foz do Iguaçu (PR). De acordo com imagens de TV Globoo ex-diretor da PRF estava com o rosto coberto e as mãos algemadas – o capuz foi retirado assim que ele foi colocado no veículo da autoridade brasileira.
Silvinei pernoitará na sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu e será levado para Brasília na manhã deste sábado (27), onde começará a cumprir pena após ordem de prisão preventiva do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Migrações levaram à expulsão do país de Silvinei Vasques
Há momentos, a DNM procedeu à expulsão do país de Silvinei Vasques (50), entregando-o posteriormente às autoridades da PF do Brasil na passagem fronteiriça de Puente de la Amistad. pic.twitter.com/l7OMbEzwb0
— Migraciones Paraguai (@MigracionesPY) 27 de dezembro de 2025
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O ex-diretor-geral foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão no âmbito da ação penal pela suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, acusado de ordenar operações no Nordeste com o objetivo de impedir o voto no então candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“A Polícia Federal prendeu, nesta sexta-feira (26/12), em Foz do Iguaçu/PR, um brasileiro expulso do Paraguai, em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido pelo Supremo Tribunal Federal”, disse a Polícia Federal em nota.
A autoridade afirmou ainda que “a correta identificação do indivíduo foi confirmada por meio de procedimentos técnicos, incluindo reconhecimento facial, com apoio da Polícia Federal do Paraguai, por meio da cooperação policial internacional”.
“Após formalizada a expulsão, o nacional foi entregue à Polícia Federal, que cumpriu o mandado de prisão preventiva, encaminhando-o às autoridades competentes, onde permanecerá à disposição da Justiça brasileira”, acrescentou a autoridade.
Atualmente, Silvinei era secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação do município de São José (SC), mas pediu exoneração logo após a condenação. Em nota, a prefeitura agradeceu a “contribuição prestada”.
Moraes revela detalhes da prisão em decisão
Moraes lembra, em sua decisão, que já havia alertado que qualquer violação da tornozeleira resultaria em prisão preventiva. O ministro também revela como ocorreu a investigação da PF: às 3h desta quinta-feira (25), o sinal de GPS do equipamento havia caído. Por volta das 13h, continua a reportagem, a bateria da tornozeleira teria acabado.
A PF foi até a casa de Silvinei, em São José, onde foi informada que a Polícia Judiciária já havia tentado localizar o ex-diretor, mas sem sucesso. A investigação localizou então um carro alugado por ele, monitorado por câmeras. Os investigadores, porém, só encontraram imagens até quarta-feira (24).
Ao chegar ao Paraguai, Silvinei foi detido pelas autoridades daquele país, utilizando passaporte falso. Agora, ele deverá ser expulso sumariamente e transferido para Brasília.
“As perícias in loco realizadas pela Polícia Federal no endereço residencial do réu Silvinei Vasques indicam que sua fuga ocorreu, uma vez que o réu não se encontrava em seu apartamento no momento da investigação, violando a medida cautelar de confinamento domiciliar noturno, ele utilizava veículo automotor alugado […]esteve em seu endereço residencial até as 19h22 do dia 24/12/2025, quando não foi mais visto entrando ou saindo do carro e carregou o veículo alugado com seu animal de estimação e materiais para transporte do cachorro, incluindo ração e ‘muitos sacos de tapete higiênico para cães’”, diz a decisão.
