
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Antonio Dias Toffoli, manteve suspensa a investigação da Polícia Federal (PF) sobre suspeita de corrupção no setor mineral. O caso foi encaminhado de Minas Gerais ao Supremo há quase um mês porque foram citados políticos.
Desde que o caso chegou ao STF, segundo relatório do jornal O Estado de S.Pauloa investigação foi interrompida e a situação dos 17 presos provisórios, mantidos sob custódia desde o início da Operação Rejeitar, em setembro, permaneceu indefinido. Procurado, o STF informou que a investigação é sigilosa.
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Os pedidos de liberdade apresentados pelos advogados seriam julgados pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6) em sessão marcada para 22 de outubro, mas isso não aconteceu porque o caso foi enviado ao STF na semana anterior, no dia 14 de outubro. Ainda não houve avaliação do Tribunal Máximo.
Operação
Deflagrada pela PF em Minas Gerais, a operação revelou um esquema de concessão de autorizações ambientais ilegais para projetos de mineração, por meio do pagamento de propina a agentes públicos. A operação resultou na prisão de um grupo de empresários e funcionários de diversos órgãos, incluindo um diretor e um ex-diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM).
O caso foi enviado ao STF após a PF extrair notas do celular de um dos investigados que mencionavam dois senadores. Os investigadores consideraram as menções superficiais, mas decidiram enviar o caso ao Supremo para evitar futuras anulações no processo.
Quando o material foi enviado, a investigação já estava em fase final. No momento, todos A análise está paralisada e os investigadores aguardam definição de competência para retomar o caso.
Até ao início da semana passada, o conteúdo integral do inquérito ainda não tinha sido enviado à Procuradoria-Geral da República para análise relativamente a referências a autoridades com foro privilegiado.
