Castro diz ao STF que operação policial do Rio foi legítima


O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL) enviou nesta segunda-feira (3) ao ministro Alexandre de Moraes, relator da ADPF 635 no Supremo Tribunal Federal (STF), relatório detalhado sobre a Operação Contenção, lançada em 28 de outubro de 2025 nos Complexos da Penha e do Alemão. O governador teve uma reunião com o ministro para discutir a operação.

Cláudio Castro concluiu que a ação foi um “exercício legítimo do poder-dever de proteção da sociedade”, reafirmando o compromisso do Estado com a legalidade, a transparência e os direitos humanos.

“A ação estatal, frente às organizações criminosas de perfil narcoterrorista, constituiu um exercício legítimo do poder-dever de proteção à sociedade, concretizando o princípio da legalidade e reafirmando o compromisso das forças de segurança pública com a legalidade, a transparência e a proteção dos direitos humanos, no estrito cumprimento do Estado Democrático de Direito e da defesa da vida”, afirmou Castro.

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No documento, o governador afirma que a ação “cumpriu integralmente os parâmetros constitucionais e jurisprudenciais” e foi realizada com controle judicial e acompanhamento do Ministério Público. O governo descreve o Comando Vermelho como uma “organização narcoterrorista” e justifica o uso intenso da força diante da reação de criminosos fortemente armados.

Informa ainda que todos os agentes trabalharam com câmeras corporais e que a operação seguiu protocolos, com ambulâncias em campo e prioridade no atendimento aos feridos.

A operação mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares, com apoio de helicópteros, veículos blindados e drones. Segundo o relatório, foram cumpridos 100 mandados de prisão e 145 mandados de busca e apreensão. O balanço mostra 117 suspeitos mortos, 99 presos e quatro policiais mortos. O governo afirma que não há registo de vítimas entre civis não envolvidos no crime organizado.



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