Presidente da Conafer é preso por suspeita de falso testemunho à CPMI do INSS


O Presidente da Confederação Nacional de Agricultores da Família e Empreendedores da Família Rural (Conafer), Carlos Lopes, foi preso pela manhã ao amanhecer na terça -feira (30) depois de dar testemunho de mais de nove horas para o CPMI do INS, em Brasilia. Ele negou o envolvimento em fraude nos descontos de aposentadoria, mas admitiu não ter conhecimento dos detalhes das operações investigadas, que geraram acusações de falsas testemunhas e falsidade ideológica.

A prisão foi determinada pelo presidente do comitê, o senador Carlos Viana (Somos-MG), que acusou Lopes de deitar repetidamente no conselho.

“Eu sei que nossa voz da prisão será repetida, a pessoa será ouvida e liberada, mas há um grito na garganta de todos os brasileiros em relação a essa impunidade. Você está preso no nome dos aposentados, viúvas e órfãos do Brasil e aqui que paga o preço”, disse Viana ao anunciar a medida. Ele então enfatizou que “ele deliberadamente mentiu para o CPMI”.

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O pedido de prisão foi feito pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), que acusou Carlos Lopes de praticar falsas testemunhas pelo menos quatro vezes durante a sessão. O relator, vice-alfredo Gaspar (Union-AL), disse que pedirá a detenção pré-julgamento ao líder. Lopes foi libertado horas depois pela polícia legislativa depois de pagar a fiança, mas o valor não foi divulgado.

“Os pedidos de detenção pré -corrente só podem ser emitidos pelo Relator de Inquérito, que é o ministro André Mendonça. Nós fazemos aqui um pedido a ele e alegando que ele toma a decisão”, disse Viana em uma entrevista coletiva logo depois.

O Presidente do Comitê também apontou que Lopes atuaria da mesma maneira que Maurício Camisotti e Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Bald dos INSs”, na estruturação do esquema de descontos associativos irregulares de aposentados e aposentados.

Durante o comunicado, o presidente da Conofer foi confrontado com informações do Controlador Geral da União (CGU) que apontam para fraude nas autorizações para descontos sobre os benefícios do INSS. Segundo Gaspar, em 2024, 100 folhas suspeitas foram identificadas sem validade legal, mesmo em nome de pessoas falecidas.

“É o padrão de conferência ressuscitar morto para obter descontos associativos?” Pediu ao deputado que relatasse o caso de Maria, que teria “autorizado” desconto cinco anos após sua morte, e Gilberto, cuja assinatura foi relatada 20 anos após a morte.

O relator afirmou que esses não são episódios isolados, mas prática recorrente. “Não é um caso isolado, não um erro, é padrão. E um padrão muito conveniente para aqueles que levantaram cerca de US $ 800 milhões às custas de aposentados e aposentados”, disse ele.

Carlos Lopes, por sua vez, disse que não tem conhecimento da existência dessas irregularidades. “Conafer não tem conhecimento disso que as pessoas na morte recebem benefícios no trabalho relativo”, disse ele Irônico, sem responder diretamente às perguntas.

Gaspar também denunciou que a fraude envolvia menores. Entre os casos apresentados está o Chrystofre, apenas 9 anos, cujo formulário de autorização de desconto associativo foi enviado a Conofer.

“É uma prática comum de Conofer receber uma pequena autorização por desconto associativo?” Perguntou o relator.

Lopes respondeu que a responsabilidade pelas afiliações seriam as entidades locais. Segundo ele, “o modelo Conafer para obter termos de adesão ao desconto da Seguridade Social começa nos municípios, onde os primeiros graus CPFs, associações, sindicatos e cooperativas”.



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