
A suspeita de envolvimento do mundo político no escândalo de descontos do INSS está ganhando força na mista Comissão de Inquérito Parlamentar (CPMI) que investiga fraude no Instituto. Um pedido aprovado na quinta -feira (18) pede ao ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF), que divulga os nomes dos eventuais parlamentares investigados pela polícia federal. Os parlamentares da comissão prometem pressionar os nomes a serem fornecidos e podem torná -los públicos.
“As descobertas, agora pulverizadas em 13 consultas em diferentes unidades, começaram a interpretar autoridades com prerrogativa de fórum devido a evidências envolvendo parlamentares, que atraíram a competência do STF”, disse o senador Jorge Seif (PL-DF), autor do pedido.
Ele acrescentou que “existe um interesse público qualificado em conhecer a lista de senadores federais e deputados envolvidos ou investigados nos fatos”. Para o senador, a divulgação dos nomes pode “orientar a linha investigativa do CPMI (chamadas, quebras de confidencialidade, etapas), além de impedir conflitos de interesse e garantir a imparcialidade do trabalho”.
Assim, um dos principais argumentos da solicitação é verificar se nenhum membro do CPMI ou alternativo é o alvo das investigações policiais – o que poderia comprometer o trabalho do comitê como um todo.
O Gazeta do Povo Ele descobriu que o PF já investiga evidências de envolvimento de pelo menos 40 pessoas, incluindo deputados, senadores e seus consultores diretos. O pedido de Seif permite que os parlamentares da comissão decidam se, uma vez em posse dos nomes, eles tornam público ou não.
O desafio das investigações, de acordo com fontes vinculadas ao caso, é entender a participação e as ações de cada suspeito na trama – aquelas que realmente estavam envolvidas com indicações de entidades, intermediações, desvios e recebimento de recursos.
Nesse contexto, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o “careca dos INSs”, é apontado como alguém que também usou influência no Congresso, possivelmente operando com os parlamentares para operar o esquema de descontos associativos.
Até agora, apenas o senador Weverton Rocha (PDT-MA) é conhecido por conhecer antunes. O parlamentar já admitiu que recebeu o lobista em sua residência durante um “Costelão” e também em seu escritório no Senado.
A Rocha não é investigada, mas os membros do CPMI cobram o esclarecimento do senador sobre as reuniões com o careca do INSS. O aviso do senador foi procurado pelo relatório, mas não falou.
O deputado Kim Kataguiri (Union-SP) apresentou uma solicitação para convocar a Rocha ao conselho. Ele afirmou que as descobertas da CPMI estão “revelando não apenas o desempenho de entidades de fachada e sindicatos fraudulentos, mas também a existência de possíveis laços políticos que garantiram sobrevivência e armadura ao esquema criminal”.
Divulgação da Lista de Advogados dos Parlamentares por Mendonça
Para o presidente do CPMI, o senador Carlos Viana (Somos-MG), “a população tem o direito de conhecer”, mas não é para o conselho julgar os congressistas envolvidos no escândalo.
“O ministro [André Mendonça] Você tem o direito de responder ou não [ao requerimento]. Nosso trabalho é perguntar. Se há políticos que favoreceram o roubo do Seguro Social, a população tem o direito de saber quem eles eram. Agora você não pode pré-considerar ”, disse o senador.
Ele acrescentou que “se for provado mais tarde que deputados e senadores tiveram alguma participação, para isso, existem conselhos de ética e corredora. [Câmara e Senado] Tome uma decisão “, disse Viana.
O líder da oposição no Senado, Rogél Marinho (PL-RN), argumenta que, se os nomes chegarem ao conselho, serão investigados. “Se alguém estiver implícito no processo, independentemente da condição parlamentar, certamente no relatório será levado em consideração”.
O deputado Zé Trovão disse que a população precisa conhecer os parlamentares envolvidos.
“É importante divulgar todos que fazem parte desse crime, que é o maior crime contra a nação brasileira e contra nossos idosos, nossos aposentados. Portanto, é importante dizer o nome pelo nome, saber quem são essas pessoas e qual é seu envolvimento”, disse o congressista.
O relacionamento entre políticos e lobistas se torna alvo de perguntas por relator do CPMI
Outro indicativo da participação dos políticos no escândalo do INSS vem das perguntas feitas pelo relator da Comissão, vice-vice-Gaspar (Union-Al), aos depoentes do conselho. Nesta quinta -feira (18), ele perguntou ao advogado Nelson Wilians, nomeado como um dos envolvidos no esquema, foi assistido por José Dirceu, ex -ministro de Lula, para conseguir um contrato com o Banco do Brasil por cerca de 10 anos. O escritório de Nelson se tornou um dos maiores do país para prestar serviços ao banco. O aviso de Dirceu não respondeu ao relatório do relatório para comentar o caso.
Gaspar também perguntou sobre o relacionamento entre o advogado e o ministro das Finanças, Fernando Haddad, que ele apoiou na campanha ao governo do estado de São Paulo em 2022. Além disso, ele se perguntou se Willians já emprestou algumas aeronaves aos parlamentares e já recebeu um ministro supremo em sua residência. Em resposta, Nelson usou o direito de permanecer em silêncio.
Os relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) apontaram para operações atípicas de cerca de R $ 4,3 bilhões entre 2019 e 2024 em contas do Escritório de Willians. Parte dos valores está ligada a empresas e indivíduos já presos no esquema, como Maurício Camisotti e Antonio Carlos Camilo Antunes, o “careca dos INSs”.
Sobre essas acusações, ele negou qualquer conexão com o escândalo. “Não tenho relacionamento com os fatos investigados por essa mista Comissão de Inquérito (CPMI). Nunca, sob nenhuma circunstância, me envolveria em algo tão sórdido. Não tenho participação na fraude do INSS”, disse Wilians em seu discurso de abertura no testemunho da CPMI.
Confidencialidade das visitas dos lobistas dificulta as investigações da CPMI
Embora as investigações apontem vínculos entre o “careca” e o mundo político, os parlamentares da INSS CPMI enfrentaram resistência do presidente do Senado, David Alcolumbre (Union-AP), para saber onde Antunes caminhou quando ele visitou o Congresso. O Collegiate aprovou solicitações solicitando informações sobre a aprovação investigada pelo Legislativo, mas não obteve resposta.
A dificuldade ocorre porque a casa alta, sob o comando de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), impôs 100 anos de confidencialidade aos registros dos lobistas da casa. A decisão do parlamentar de Minas Gerais ocorreu quando os veículos de imprensa buscavam informações sobre o Google e os meta -lobistas, Marcelo Lacerda e Murillo Laranjeira; e apostas, Julio Iglesias Herondo.
Na época, Pacheco negou o pedido com o argumento de que esse tipo de informação “prejudicaria o direito à intimidade e à vida privada e violaria a imunidade parlamentar”. Por outro lado, o Senado pode entrar no nome e na data de inscrição dos suspeitos, mas sem referência ao destino.
O deputado Marcel Van Hattem afirmou que as informações devem ser públicas para a transparência. “Não tenho nada a esconder de ninguém, nunca que visitei meu escritório. Portanto, nenhuma autoridade pública, vice ou senadora, tem esse direito de se esconder da sociedade. Entendo que essa confidencialidade deve ser quebrada e apoiaremos”, disse o deputado ao deputado para Gazeta do Povo.
