
A oposição ao governo federal anunciou que pretende responder rapidamente à decisão da primeira classe do Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex -presidente Jair Bolsonaro (PL) na quinta -feira por tentativa de golpe. A promessa é orientar a anistia na terça -feira (16) no Congresso Nacional.
O líder do PL na casa, o vice -Sostenenes Cavalcante (AL), disse esperar que nada seja descartado, incluindo a obstrução da agenda em defender “quem foi prejudicado”. “Tenho muita fé e espero que orçamos a anistia na terça -feira no College of Leaders. E não há anistia leve!” Ele disse em uma entrevista ao Radio Jovem Pan.
O julgamento terminou por 4-1, com um voto decisivo do ministro Cármen Lúcia. Luiz Fux foi o único a defender a absolvição do ex -Mandanker. Para Sostenos, a condenação e todo o processo foram uma “humilhação” contra o ex -presidente. “Nada é descartado, mas vamos agir com equilíbrio para fazer justiça aos prejudicados”, disse ele.
Em um comunicado, o vice-Zucco (PL-RS) classificou a sessão suprema como “uma das páginas mais tristes da justiça brasileira” e disse que a oposição já esperava a condenação. Para ele, o julgamento foi realizado “ilegalmente” e marcado por “nulidades e irregularidades”.
ZUCCO: O julgamento foi um “golpe”
Zucco também criticou ministros como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino, acusando -os de transformar a sessão em um “convescot”. Ele destacou o voto de Fux, que, segundo ele, expressou a posição de amplos setores da sociedade que consideram a ação um “golpe” e “julgamento político, sem evidências”.
A oposição reiterou que continuará a defender uma anistia “ampla, geral e irrestrita” e denunciar supostos abusos e irregularidades no processo. “Hoje é um dia muito triste para o Brasil, a justiça e os direitos humanos. Mas é também o dia em que a verdade e a democracia prevalecerão”, disse Zucco.
Confira a nota completa do ZUCCO:
“Nota da oposição sobre o julgamento do Presidente Bolsonaro
A sessão de hoje na Suprema Corte federal entra na história como uma das páginas mais tristes da justiça brasileira. A oposição já sabia que o presidente Jair Bolsonaro e outros investigados eram condenados com antecedência, diante de uma simulação de fórum ilegal, ilegal e privilegiada, em uma classe absolutamente incompetente, cheia de anúncios e irregularidades.
O que foi visto foi a confirmação de uma maioria circunstancial, vergonhosa para aqueles que levam a direita a sério. Ministros como Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino lideraram o ato como se fosse um convescot, em vez de um julgamento de tal gravidade, com repercussões nacionais e internacionais.
Deve -se notar, no entanto, que o voto do ministro Luiz Fux verbalizou e cristalizou o que a oposição e os setores amplos da sociedade já afirmavam: é uma farsa, um julgamento político, sem evidências, sustentado apenas pela disposição de um tribunal de exceção. Pela primeira vez, dentro da própria classe, os ministros tiveram que ouvir uma frente que não há elementos para convicção.
A oposição não será intimidada. Pelo contrário, este episódio apenas fortalece nossa convicção de continuar lutando pela verdade, liberdade e pacificação nacional. Continuaremos a defender a anistia ampla, geral e irrestrita, denunciando os abusos, irregularidades e fraudes reveladas por Lava Toga, que afetam a credibilidade do ministro Alexandre de Moraes e expôs a peça de ficção que ele produziu.
Hoje é um dia muito triste para o Brasil, pela justiça e direitos humanos. Mas é também o dia em que a verdade e a democracia serão reforçadas.
Deputado Federal Zucco (PL-RS)
Líder da oposição na Câmara dos Deputados “
