Saiba como será a segunda semana do julgamento de Bolsonaro



A primeira turma da Suprema Corte federal (STF) retoma a partir desta terça -feira (9) as sessões do julgamento de Jair Bolsonaro (PL) e sete outros réus no caso da suposta tentativa de golpe. As sessões estão planejadas até a próxima sexta -feira (12), quando a decisão final deve ser lida.

O julgamento, que começou no 2º dia, teve em sua primeira semana a leitura do relatório do ministro Alexandre de Moraes; a apresentação da acusação pelo Gabinete do Procurador Geral (PGR); e a defesa de Bolsonaro e os outros réus. Agora, a sessão será retomada com a apresentação do voto de Moraes e, seguindo, a demonstração dos outros ministros do Conselho.

Não há limite de tempo para o discurso de cada um dos magistrados. Se for necessário qualquer ajuste de tempo, esse pedido será debatido entre os ministros e o presidente da classe.

Nesta sexta -feira (5), o ministro Cristiano Zanin, que preside a primeira aula, confirmou que haverá uma sessão extra na próxima quinta -feira (11). Esta data adicional foi solicitada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator da ação criminal. Veja abaixo o calendário:

  • Terça -feira (9), das 9h às 19h
  • Quarta -feira (10), das 9h às 12h
  • Quinta -feira (11), das 9h às 19h
  • Sexta -feira (12), das 9h às 19h

A condenação ou absolvição ocorre com pelo menos três votos. Se houver desacordos, os réus poderão apelar com embargos infratoras, usados ​​contra uma decisão que não foi unânime. A ordem de votação é:

  • Alexandre de Moraes (Relator);
  • Flávio Dino;
  • Luiz Fux;
  • Cármen Lúcia e
  • Cristiano Zanin.

Além de Jair Bolsonaro, eles são réus na ação:

  1. Alexandre Ramagem, ex -diretor da Abin (Agência de Inteligência Brasileira)
  2. Almir Garnier, ex -comandante da Marinha
  3. Anderson Torres, ex -ministro da Justiça e ex -secretário de segurança do distrito federal
  4. Augusto Heleno, ex -ministro da GSI (Escritório de Segurança Institucional)
  5. Mauro Cid, ex -assistente de ordem de Bolsonaro
  6. Paulo Sérgio Nogueira, ex -ministro da Defesa
  7. Walter Braga Netto, ex -ministro da Casa e Defesa Civil

Eles respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado de Direito Democrático, tentativa de golpe, participação na organização criminosa armada, danos qualificados pela violência e ameaça séria e deterioração da herança listada.

A parte da denúncia relacionada aos fatos que ocorreu após seu diploma como vice -decepção federal, em dezembro de 2022, de Alexandre Ramagem, diretor da Abin (Agência de Inteligência Brasileira) no governo de Bolsonaro, é suspenso até o final de seu mandato. Com isso, ele não responde por danos e deterioração do patrimônio.

Os oito réus fazem parte do “núcleo crucial” assim chamado – de acordo com a acusação, uma organização criminosa que teria tentado subverter o resultado das eleições de 2022 após a derrota de Jair Bolsonaro para Luiz Inacio Lula da Silva (PT). Todos negam as acusações.

Os manifestantes vão às ruas em defesa de Bolsonaro

Neste domingo, os apoiadores de Jair Bolsonaro organizaram várias manifestações em defesa do ex -presidente e o impeachment de Moraes. Em um discurso na Avenida Paulista, o pastor Silas Malafaia afirmou que o julgamento do STF é apenas um “circo”.

Bolsonaro não estava presente nas manifestações, pois está em prisão domiciliar desde o início de agosto. O ex -presidente também não participou das primeiras sessões de seu julgamento na Suprema Corte. A defesa reivindicou “problemas de saúde” justificando a ausência de Bolsonaro.

“Em 2018, o plenário do STF considerou Lula responsável pelo assalto e não deu habeas corpus. Em 2021, o mesmo plenário cancelou as condenações impostas por Sérgio Moro. Agora, Bolsonaro está sendo julgado por uma aula com três suspeitos: Alexandre de Bolaes, Zanin e Flávio.

Presente no ato da Avenida Paulista, a ex -primeira -dama Michelle Bolsonaro afirmou que vive uma “humilhação” antes do julgamento de seu marido. Além de servir a prisão domiciliar desde o início de agosto, Bolsonaro foi monitorado por policiais em sua residência depois que a Polícia Federal (PF) apontou um suposto risco de fuga.

“Quem deveria estar aqui era meu marido, que está amordaçado hoje em casa, com uma tornozeleira, não foi julgado e é preso. Com a polícia o tempo todo olhando para as paredes dos vizinhos para ver se ele tem a possibilidade de pular. Um homem de 70 anos -que foi submetido a 12 horas de cirurgia. Como um homem como uma parede?”

Desde o início do monitoramento da polícia, em 26 de agosto, os veículos que entram e deixam o condomínio de Bolsonaro, em Brasília, são pesquisados. Segundo a ex -primeira -dama, o processo contra o ex -presidente é uma “injustiça” e “perseguição”.

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