
O Senado Federal confirmou na quinta-feira (4) a remoção do senador Marcos do Val (Somos-ES) de suas funções legislativas para tratamento em saúde. A decisão foi tomada após a aprovação do pedido pelo Conselho Médico do Senado e aprovação da licença pelo Secretariado Geral da Repartição, resultando em um período de remoção de 116 dias, menos do que o limite de 120 dias que exigiria a chamada da alternativa.
Durante a partida, Marcos do Val continuará recebendo fundos de salário e gabinete. A remoção foi oficializada após o acordo entre o Senado e o Supremo Tribunal Federal (STF), envolvendo flexibilidade de medidas de precaução anteriormente impostas ao parlamentar.
Marcos do Val é investigado no Supremo Tribunal por promover uma campanha para denunciar policiais federais responsáveis por em andamento no Supremo e arquitetar um suposto plano para anular as eleições de 2022.
A licença do senador foi apresentada um dia antes do ministro do STF Alexandre de Moraes, revisando medidas restritivas que incluíam tornozela eletrônica, bloqueio de contas e perda de acesso a fundos de salário e gabinete.
Moraes também divulgou o uso de redes sociais pelo senador, desde que não haja ataques ao estado de direito democrata e retirou a obrigação de coletar noite e fins de semana. No entanto, foi mantida a proibição do país e a apreensão de passaportes.
Em um comunicado, Marcos do Val declarou que solicitou que a licença temporária do Senado estivesse ao lado de sua mãe, que luta contra o câncer, e seu pai, submetido a uma cirurgia. “Também estar mais perto da minha filha, a quem tenho amor incondicional e que precisa de um pai presente neste importante momento de adolescentes”, disse ele.
