
O julgamento do ex -presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus na primeira classe da Suprema Corte (STF) recomeçaram na quarta -feira (3), em uma segunda sessão marcada pelo apoio oral das defesas do ex -presidente e dos generais Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Noogueira.
A sessão, que durou quase quatro horas, concentrou-se em questionar a validade das evidências, a denúncia premiada de Mauro Cid e a conduta do ministro do Relator Alexandre de Moraes. A defesa de Bolsonaro trouxe argumentos contundentes e mantiveram fatos ligados à falta de evidências apresentadas pela acusaçãoEspecialmente que eles tentam vincular Bolsonaro aos atos de 8 de janeiro.
Então, confira 5 momentos em que os argumentos foram feitos.
1. “Não conheço o processo completo”
No argumento oral do ex -presidente Jair Bolsonaro, seu advogado, Dr. Celso Vilardi, levantou um ponto sério que atinge o centro do devido processo: A impossibilidade de conhecer a totalidade das evidências produzidas pela acusação.
Em seu discurso, o profissional afirmou que, com a experiência de 34 anos de carreira, foi a primeira vez que ele subiu a um pódio para admitir não conhecer o processo completo em que ele opera.
O argumento central da defesa é que não havia “paridade de armas” entre as partes. Embora a polícia federal e o serviço de acusação pública tivessem tempo para construir a acusação e o acesso a todas as evidências, a defesa afirma ter sido privada tanto do acesso total ao arquivo quanto de um tempo suficiente para analisá -los.
2. “Não foi consumado, mas atingiu o alvo”
O advogado, durante o julgamento de Bolsonaro, questionou a lógica da acusação, que descreve vários planos de golpe que se segue sem uma linha clara. Ele pergunta: “Se o suposto plano original não foi consumido em 7 de dezembro para a recusa de comandantes militares, qual seria a relevância dos eventos subsequentes citados na denúncia, como a reunião de 15 de dezembro ou os atos de 8 de janeiro?”
Celso Vilardi também destaca uma contradição no discurso do promotor Paulo Gonet, que afirmou que o golpe “não foi consumido”, mas ao mesmo tempo “atingiu seu alvo”.
3. “Não há documentos que conectem os planos de Bolsonaro aos Scammer”
O Dr. Vilardi continuou a argumentar que a acusação é baseada em fatos frágeis. Ele citou, por exemplo, o fato de um general imprimir um decreto de rascunho no Palácio Planalto e, no mesmo dia, ter ido ao palácio do amanhecer, sugerindo que isso não é prova de nenhum crime.
O advogado também enfatizou que não há menção a Bolsonaro como instigador ou chefe dos movimentos.
4.
A defesa, em meio ao julgamento de Bolsonaro, disse que o CID “não é confiável” e que mudou sua versão várias vezes – que, segundo ele, compromete a credibilidade de toda a denúncia.
O advogado classificou a proposta do Gabinete do Procurador -Geral (PGR) para validar parcialmente a colaboração, como “algo que não existe aqui ou em qualquer lugar do mundo”. Ele contestou a idéia de que a denúncia, mesmo contendo “omissões ou contradições”, pode ser tomada para condenar os réusEmbora com uma redução de penalidade para o denunciante. Segundo a defesa, a lei não prevê um “uso” parcial de uma colaboração.
VILLARDI, advogado de Bolsonaro: Delegation, ao longo das linhas do CID, não existe em nenhum lugar do mundo | Café com gazeta
Assista à transmissão ao vivo: pic.twitter.com/kmiik1ndix
– Gazeta do Povo (@Gazetadopopovo) 3 de setembro de 2025
5. “Dizer que o crime de abolição do Estado de Direito começou em uma vida sem violência é subverter o próprio código penal”
O Dr. Celso Vilardi também contestou a tipificação do crime de tentativa de golpe, argumentando que os fatos descritos pela acusação não constituem o início da execução de um crime.
O profissional de defesa argumentou que os crimes de abolição do estado de direito democrático e o golpe exigem, por lei, o uso de “violência ou ameaça séria”, elementos ausentes em atos imputados ao ex -presidente.
A promotoria citou eventos como vidas, a reunião ministerial e a reunião com embaixadores como o início da execução do suposto plano. No entanto, Esses atos não configuram, segundo ele, uma tentativa de soprar, porque não havia uso da força
