
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) aprovados na quarta -feira (24) a resposta simulada à emergência mantida por Petrobras na bacia do foz do Amazonas, em agosto deste ano. Este foi o estágio final do processo de licenciamento ambiental do Block FZA-M-59, localizado em águas profundas de Amapá.
Superada nesta fase, a empresa de propriedade do Estado está mais próxima da autorização necessária para explorar a margem equatorial, uma faixa costeira entre Amapá e Rio Grande do Norte. Na opinião, o município recomendou a concessão da licença de operação “após a constatação, pela equipe técnica, da incorporação nas melhorias e correções solicitadas na opinião”.
Eleito por Amapá, o presidente do Senado, David Alcolumbre (Union-AP), comemorou a decisão de Ibama. “Estes são anos de espera para buscar essa riqueza do povo brasileiro, mas também dos Amapaense. Cada conquista nesse processo é o resultado da união dos esforços e do compromisso de todos os que acreditavam neste projeto”, disse ele no plenário da Casa Alta.
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Ibama também solicitou ajustes ao plano de proteção da fauna da empresa, com o objetivo de “contribuir para o processo de melhoria contínua da estrutura de resposta, garantindo sua adequação e alinhamento com os requisitos da região”. Em um comunicado, a empresa de petróleo disse que apresentará novamente o documento para Ibama até esta sexta-feira (26).
Desde 2023, a Petrobras busca o lançamento de Ibama para perfurar profundamente na bacia do foz da Amazonas. Apesar do nome, o quarteirão fica a mais de 500 quilômetros da boca do rio Amazonas e a mais de 160 quilômetros da costa no alto mar. Em maio, Ibama aprovou o conceito do Plano de Proteção e Serviço da Oleada Fauna (PPAF), que faz parte do Plano de Emergência Individual (PEI) para pesquisas marítimas na região.
Com base nesses planos, a Petrobras conduziu a avaliação pré-operacional (APO), que consiste em uma simulação no local Contenção de danos no caso de vazamento de óleo no bloco FZA-M-59. A agência apresentou a opinião de aprovação da APO na quarta -feira (24).
Ibama afirmou que “considerando as observações registradas pela equipe dos avaliadores, a robustez da estrutura apresentada, bem como o caráter sem precedentes da atividade realizada marcada pelos desafios logísticos relevantes, pela dimensão da estrutura ativada e pela amplitude dos bloqueios da análise.
“Com a aprovação do APO e o cumprimento dos outros requisitos do processo de licenciamento, a Petrobras espera receber a licença ambiental para perfurar um poço exploratório no bloco FZA-M-59, através do qual a empresa buscará informações geológicas e investigará a existência de petróleo”, disse o estado.
Alcolumbre celebra a aprovação recebida pela Petrobras
Em fevereiro deste ano, o Presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) sinalizou o Alcohubre que desbloquearia a exploração de petróleo na região da margem equatorial, localizada na costa de Amapá, Senator Land. A promessa teria sido feita durante uma conversa entre Lula e os recém-depositados presidentes do Senado e da Câmara, Hugo Motta (republicanos-PB).
Esta tarde, Alcolumbre agradeceu ao apoio do governador de Amapá, Clécio Luís (solidariedade); Ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, nomeado para o cargo pelo senador; E, em “especial”, Lula por apoiar a viabilidade do projeto e trazer “desenvolvimento para os cantos da Amazônia”, disse o Agência do Senado.
“Essa conquista é do povo da floresta, a população da Amazônia e, em particular, os Amapaense. É o começo de uma nova era de oportunidades e desenvolvimento sustentável para o nosso estado e o Brasil”, disse o senador.
Impasse entre Ibama e Petrobras na margem equatorial
Em maio de 2023, o presidente de Ibama, Rodrigo Agostinho, negou a licença solicitada pelo Estado para explorar o petróleo no FZA-M-59. Um estudo da empresa petrolífera apontou que, neste bloco, existem cerca de 5,6 bilhões de barris de petróleo. O negativo gerou um impasse no governo.
Petrobras, Presidente Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendem a exploração. O ministro do Meio Ambiente, Marina Silva e Agostinho questionaram o desempenho da empresa de petróleo na região devido à possibilidade de danos ambientais.
A empresa pediu a Ibama para reconsiderar a decisão. Durante a nova análise, a agência aprovou o conceito de Plano de Proteção e Serviço à Oleada Fauna (PPAF). Em agosto, a Companhia conduziu a avaliação pré-operacional (APO) e, na quarta-feira (24), Ibama aprovou a resposta da empresa durante a simulação em Amapá.
A Petrobras tem 16 poços na nova fronteira exploratória, mas só é autorizada por Ibama a perfurar dois deles na costa do Rio Grande do Norte. De acordo com estimativas estaduais, a margem equatorial possui 10 bilhões de barris de petróleo.
