
O Brasil teve Odorico paraguaçu, o prefeito de Sucupira criado por Dias Gomes, populista e cheio de frases de efeito. Na ficção de O amadoFoi o político que tentou driblar e dobrar a justiça. Agora, no Real Brasil, é o juiz que se tornou um coronel, encurralando a lei. Alexandre de Moraes assumiu o papel de “Odorico de Toga” e, no julgamento de Jair Bolsonaro, decretou a República de Elogios de So So -So -chamada: Somente aplausos são permitidos. As críticas se tornaram um crime.
O Ouça isso Esta semana faz uma comparação entre o personagem clássico da TV e o desempenho do ministro do STF. No julgamento da suposta trama de golpe, Moraes denunciou Bolsonaro por gritar com ele, diante da multidão, “Sai, Alexandre de Moraes!”, “Acabou!”, “Pare de ser patente!”.
“Algum de nós permitiria e afirma que é liberdade de expressão e não um crime se um prefeito em uma cidade interior, através de milhares de pessoas, inflar as pessoas contra o juiz distrital dizendo que não cumprirá mais decisões do juiz distrital?
E ele continuou: “Qual é a mensagem que queremos deixar para o judiciário brasileiro? Qual é a mensagem, que precedente queremos sair para o juiz do distrito, quem não tem a segurança que temos?
Mensagem para todos: Somente elogios são aceitos
O julgamento liderado por Moraes que condenou Bolsonaro por palavras é mais do que um caso isolado, é uma mensagem para todos os brasileiros. Se o ex -presidente puder ser punido por chamar um ministro “patife”, o que resta para prefeitos, conselheiros, jornalistas ou cidadãos comuns que expressam críticas duras ao judiciário?
Nesta transição da sátira para a tragédia, o juiz distrital, que uma vez deve conter os abusos do poder, agora se tornou o coronel que decide quem pode falar e quem deve calar a boca. Nó Ouça issoVocê entenderá como Alexandre de Moraes interpretou e reescreveu a famosa ópera de novela da década de 1970 – e o que isso significa para a liberdade de expressão no Brasil.
Enquanto Moraes constrói sua própria versão de O amadoColegas como Cármen Lúcia e Flávio Dino preferem declarar poesia e fazer piadas durante os testes. No final, não há comédia nem tragédia, existe uma trágicomédia institucional que ameaça corroer os próprios fundamentos da democracia.
