Pena de Bolsonaro é maior que de homicidas famosos



Além da série de violações processuais e redução ao direito à defesa da condenação de Jair Bolsonaro e outros réus na quinta-feira (11), destacados no voto do ministro Luiz Fux, que divergiu dos outros ministros-a dosimetria de penalidade foi amplamente questionada por Bolsonaro e Juristas e Alliários.

As penalidades estabelecidas pela primeira classe do Supremo Tribunal Federal (STF) para os oito réus do “núcleo crucial” chamados do suposto trama de golpe chegam a 27 anos de prisão. Bolsonaro, considerado pelo Tribunal o líder do contrato, recebeu a punição mais alta.

A condenação de 27 anos determinada ao ex-presidente é superior às penalidades de uma série de criminosos famosos, incluindo líderes de tráfico de drogas. A título de comparação, a penalidade é muito semelhante à de Elias Maluco, um dos traficantes mais conhecidos do Comando Vermelho, para o seqüestro e assassinato do jornalista Tim Lopes em 2002. O jornalista foi espancado e torturado, depois foi morto com Macarte Blows e, em seguida, o corpo queimou em pneus, uma prática usada por travessuras conhecidas como ” Na época, o traficante recebeu uma sentença de 28 anos.

Criminosos famosos com menos convicção do que a penalidade de Bolsonaro

Pimenta Neves (19 anos e 2 meses)

O jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves foi condenado em 2006 a 19 anos e 2 meses de prisão por homicídio triplo qualificado (motivo desajeitado, meio cruel e impossibilidade de defender a vítima) pelo assassinato de ex-parceiro, Sandra Gomide.

Pimenta atirou duas vezes em Sandra: o primeiro tiro atingiu -a de costas quando tentou escapar, e o segundo foi dado de perto na cabeça. O crime ganhou enorme repercussão nacional.

Elize Matsunaga (16 anos e 3 meses)

Em maio de 2012, Elize Matsunaga matou seu marido Marcos Kitano Matsunaga com um tiro na cabeça e depois desmembrou o corpo para esconder o assassinato. A motivação alegada por Elize foi a descoberta de uma relação extraconjugal de Marcos. Após o crime, ela tentou esconder os restos em mochilas, mas foi presa dias depois.

Em dezembro de 2016, ele foi inicialmente condenado a 18 anos e 9 meses de prisão por crimes de homicídios qualificados e ocultação de cadáveres. Em março de 2019, o Tribunal Superior de Justiça (STJ) reduziu a penalidade para 16 anos e 3 meses.

Celsinho da Vila Vintém (18 anos)

O traficante de drogas conhecido como Celsinho Da Vila Vintémm é um dos fundadores da facção Friends of Friends (ADA), que ganhou notoriedade nos anos 90, controlando várias comunidades no Rio de Janeiro. É um dos nomes mais conhecidos do tráfico de drogas no país, e sua história no crime é marcada por uma série de condenações.

O primeiro aconteceu em 2008, com pena 18 anos de prisão para associação de tráfico e tráfico de drogas. Como ele já tinha um histórico de envolvimento em outros crimes graves, mais tarde foi condenado em outras frases, aumentando o tempo total da prisão.

Mizael Bispo de Souza (22 anos e 8 meses)

Em julho de 2010, Mizael Bispo de Souza assassinou a ex -parceira Mércia Nakashima em um caso que trouxe grande comoção pelo contexto de crueldade. A jovem desapareceu depois de sair de casa para trabalhar e teve seu corpo encontrado dias depois em um rio, amarrado a pedras, indicando planejamento e extrema crueldade do assassino.

Mizael foi preso em 2010 e, em 2013, condenado por assassinato por 20 anos de prisão. Em 2017, o Tribunal de Justiça de São Paulo aumentou para 22 anos e 8 meses.

Goleiro Bruno (20 anos e 9 meses)

Em 2013, Bruno Fernandes de Souza, ex -goleiro de Flamengo, foi condenado por envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, com quem teve um filho. O caso ganhou repercussão nacional e internacional devido principalmente ao contexto da brutalidade – Eliza foi estrangulada e teve o corpo alojado.

Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de homicídio triplo, seqüestro e ocultação de cadáver. No entanto, em 2017, a penalidade foi reduzida para 20 anos e 9 meses devido à prescrição do crime de ocultação.

Veja também:

  • As defesas podem usar o FUX Vote para solicitar a anulação do julgamento e recorrer a órgãos internacionais
  • Os governadores criticam a convicção “inicial” de Bolsonaro no STF



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