TSE publica acórdão com inelegibilidade de Castro, mas nega cassação



O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou, nesta quinta-feira (23), a decisão sobre o julgamento do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL), no caso sobre suposto abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2022. Os ministros declararam a inelegibilidade de Castro, mas julgaram preconceituoso o pedido de cassação de seu mandato, ou seja, entenderam que não fazia mais sentido cassá-lo, uma vez que ele já havia renunciado.

O mesmo entendimento foi alcançado em relação ao ex-vice-governador Thiago Pampolha, que deixou o governo em maio de 2025 para assumir o cargo de assessor do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ).

O futuro político do Rio de Janeiro depende de um julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que definirá se haverá eleições antecipadas ou se os próprios deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) escolherão um nome para exercer o mandato tampão. O ministro Flávio Dino solicitou revisão e adiou o julgamento justamente para aguardar a publicação do acórdão e entender se há ou não, nas conclusões, reconhecimento de impacto eleitoral.

Por outro lado, o ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar (Sindicato) teve seu impeachment decretado. Investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho, Bacellar já havia perdido o mandato em março, em decisão do TSE confirmada pelo STF. O ex-presidente do Centro de Estatística, Pesquisa e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) Gabriel Rodrigues Lopes também está inelegível.

VEJA TAMBÉM:

  • Alerj pede que Fux reconheça Douglas Ruas como governador do RJ
  • PDT pede ao STF anulação da votação para presidente da Alerj

Indicados para o Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), os ministros Nunes Marques e André Mendonça divergiram dos colegas. Ambos não concordaram com a inelegibilidade do ex-governador do PL. Nunes Marques foi além e não viu motivos para a inelegibilidade ou impeachment de Bacellar.

Ao final, a decisão determina “a realização de novas eleições para chefe do Poder Executivo, nos termos da legislação vigente, e a totalização dos votos para o cargo de deputado estadual, excluídos os votos atribuídos a Rodrigo da Silva Bacellar”.

O governador em exercício do Rio de Janeiro é o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto. Na última sexta-feira (17), o deputado estadual Douglas Ruas (PL) foi eleito presidente da Alerj, entrando na linha sucessória.

A disputa pelo poder chegou à Justiça por conta de ações do PL, PSD, PDT e da própria Alerj. Por um lado, PL e Alerj pedem que Ruas seja reconhecido como governador. Por outro lado, PSD e PDT pedem votação secreta, o que levaria à anulação da eleição de Ruas para um novo procedimento.



Source link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *