
Numa agenda na Europa, o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, declarou que o país é um dos que “menos sofre” com o que chamou de guerra “louca” no Irão. Ele atribuiu o menor impacto às medidas tomadas pelo governo e à baixa dependência da importação de combustíveis.
“O Brasil é um dos menos afetados pela guerra maluca do Irã. Não estamos sofrendo com o aumento do preço do petróleo como muitos países estão sofrendo, porque o governo tomou medidas e o Brasil importa apenas 30% do seu óleo diesel”, disse Lula.
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Segundo números da Reuters, o impacto nos preços do gasóleo no Brasil é equivalente ao da China, que tomou fortes medidas de incentivo para manter os preços. Lá, o número também foi de 25%, o que não se compara ao feito da Índia, que manteve o aumento médio dos combustíveis em 5% com fortes incentivos, segundo dados do Notícias18 e ADN Índia.
O aumento médio dos combustíveis na Europa foi de 30%, enquanto nos Estados Unidos atingiu 41%. O Brasil agiu para conter o preço do diesel importado por meio de um subsídio de R$ 1,20 por litro, acordado em parceria com os governos estaduais.
A medida foi compensada pela redução do PIS e da Cofins sobre os combustíveis e pelo subsídio pago aos produtores e importadores cobertos por um imposto de 12% sobre as exportações de petróleo e de 50% sobre o diesel.
“Falsas narrativas” sobre agricultura
No discurso, que contou com a presença do chanceler alemão, Friedrich Merz, e de representantes de governos e empresários dos dois países, Lula também argumentou que é preciso combater “falsas narrativas” que atacam a sustentabilidade da agricultura brasileira. O setor enfrenta barreiras comerciais por supostamente estar por trás do desmatamento no Brasil.
“Criar barreiras adicionais ao acesso aos biocombustíveis é contraproducente, tanto do ponto de vista ambiental como energético”, disse ele.
Lula partiu para a Europa na última quinta-feira com a maior comitiva ministerial do seu terceiro mandato. Segundo a assessora especial do Itamaraty, embaixadora Vanessa Dolce de Faria, a comitiva terá 15 ministros, além de presidentes de órgãos como o BNDES e a Fundação Oswaldo Cruz.
