
A ex -ministra da Defesa Dilma Rousseff (PT) e o ex -vice -vice -federal Aldo Rebelo, 69 anos, defenderam a anistia dos condenados de 8 de janeiro. A declaração foi feita na segunda -feira (1º), em um vídeo publicado na rede social X.
Rebelo afirmou que o Brasil é o “país da anistia”. Ele afirmou que “a pacificação é a maneira de superar” conflitos. Segundo ele, a reconciliação nacional é indispensável para a economia crescer novamente.
“A única maneira de avançar em direção à retomada do crescimento da economia, a redução das desigualdades e a valorização da democracia é a pacificação do país, que nos permite dedicar as energias dos brasileiros a construir o futuro e não buscar um golpe no passado”, disse ele.
O ex -ministro citou precedentes históricos. Ele lembrou que Dom Pedro II no século XIX recorreu à anistia para pacificar rebeliões. Ele também mencionou Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek. Sobre o regime militar, ele destacou a anistia “ampla, geral e irrestrita” sancionada por João Figuedo.
“Não apenas foram tentadas tentativas de seqüestro, o seqüestro de embaixadores, assalto a bancos, crimes de tortura que foram incluídos como crimes relacionados. Tudo era anistia para o país olhar para o futuro novamente. Portanto, a discussão sobre anistia não é nova”, disse ele.
Aldo Rabelo defende Anistia na véspera do julgamento no STF
A posição de Rabelo ocorreu na véspera do julgamento da suposta tentativa de golpe de 2023. Na terça -feira (2), o 1º painel do Supremo Tribunal Federal (STF) analisa oito réus, incluindo o ex -presidente Jair Bolsonaro (PL).
As acusações incluem a tentativa de abolição do Estado de Direito Democrático, o golpe d’état e a depredação de ativos públicos. As penalidades variam de 12 a 43 anos. Até 12 de agosto, o Supremo Tribunal detinha 1.190 pessoas no suposto lote de golpe. Ele ordenou 638, aprovou um contrato com 552 para crimes menores e absolveu 10.
Aldo Rebelo iniciou a vida pública no PCDOB e agiu contra a ditadura militar. Ele realizou cinco mandatos como deputado federal e presidiu a Câmara entre 2005 e 2007. Ele assumiu a coordenação política no governo de Lula e nos ministérios do esporte, ciência e tecnologia e defesa no governo de Dilma Rousseff. Em 2018, ele liderou a Casa Civil de São Paulo.
Em 2022, ele interpretou o Senado pelo PDT. Sua trajetória mantinha laços com a esquerda, mas com o tráfego em diferentes setores políticos.
