Ramagem se manifesta pela primeira vez após prisão



O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) se pronunciou pela primeira vez, nesta quinta-feira (16), após passar dois dias detido em um centro de detenção do Serviço de Imigração e Controle Aduaneiro (ICE), nos Estados Unidos.

Num vídeo publicado nas redes sociais, agradeceu aos aliados e membros da “liderança superior da administração Trump”, que ajudaram a esclarecer a sua situação junto das agências de imigração.

“Venho agradecer ao governo norte-americano ao mais alto nível da administração Trump, também às pessoas que já tinham conhecimento da nossa questão muito antes e também àquelas pessoas que tiveram que se concentrar na ocasião desta prisão”, disse.

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O ex-deputado foi preso na manhã desta segunda-feira (13) após autoridades americanas detectarem irregularidades em sua documentação de imigração. Em nota, a Polícia Federal afirmou que a prisão resultou de “cooperação policial internacional” entre a corporação e as autoridades policiais dos EUA.

Ramagem contestou a versão da PF e chamou o diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, de “desgraça”. Ele negou que a abordagem policial tenha sido motivada por infração de trânsito — versão já divulgada por aliados —, sustentando que o procedimento foi estritamente migratório.

O ex-parlamentar declarou que entrou regularmente nos Estados Unidos em setembro de 2025, com visto e passaporte válidos, e afirmou que aguarda análise de seu pedido de asilo político.

Ramagem mencionou que seu endereço é conhecido das autoridades e que suas filhas estudam em escola pública na Flórida. “Ou seja, não só estou absolutamente em boa situação, como não estou escondido aqui nos Estados Unidos”, destacou.

No vídeo, Ramagem também agradeceu ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), aos jornalistas Paulo Figueiredo e Allan dos Santos, além do senador Hiran Gonçalves (PP-RR), pelo apoio durante o período de prisão.

Ramagem desafia PF: “Polícia de bandidos”

O ex-deputado desafiou o adido da Polícia Federal em Miami, que, segundo fontes ouvidas pelo Gazeta do Povoteria monitorado seu movimento em uma operação conjunta com autoridades americanas.

“Não sou eu que estou demonstrando que ele pode ser sorrateiro aqui… Que venha o adido da Polícia Federal falar comigo cara a cara e que não tenho nada a esconder”, desafiou.

Ele classificou a empresa como uma “polícia dos jagunços” sob o comando de Andrei Rodrigues, a quem acusou de ser “amigo próximo” de Moraes.

“É o mesmo que estava na degustação de uísque em [Daniel] Vorcaro lá em Londres, do banqueiro criminoso, que tem suas despesas de viagem pagas pelo Banco Master, que é amigo próximo do violador de direitos humanos Alexandre Moraes”, disse Ramagem.

O ex-deputado chamou Rodrigues de “desgraça” e defendeu o seu afastamento imediato do cargo, criticando a “narrativa” de que a prisão foi resultado de uma cooperação internacional bem sucedida.

Ramagem reiterou a tese de que é alvo de “lawfare” e perseguição política coordenada pelo governo Lula (PT) e pelo Judiciário brasileiro.

Condenado a 16 anos de prisão pela suposta tentativa de golpe de Estado, afirmou que as acusações são uma “farsa” e destacou que a sua detenção nos EUA lhe deu mais uma oportunidade para expor a situação das pessoas “injustificadas, presas e exiladas” envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023.

O Gazeta do Povo Ele entrou em contato com a Polícia Federal sobre as acusações feitas por Ramagem, mas ainda não obteve resposta. O espaço permanece aberto para manifestações.



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