Lula, Sánchez, Petro e Sheinbaum protagonizarão cúpulas da esquerda em Barcelona



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e vários líderes de esquerda, como os chefes de governo da Espanha, Colômbia e México, participarão de uma série de cúpulas internacionais que serão realizadas na próxima semana em Barcelona. Na sexta-feira, 17 de abril, acontecerá a I Cúpula Espanha-Brasil, liderada por Lula e pelo primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, na qual também deverá participar o presidente regional da Catalunha, Salvador Illa.

O atual momento geopolítico, especialmente a grave crise bélica no Médio Oriente, será o tema de grande parte do encontro, depois de Lula ter manifestado o seu apoio a Sánchez contra a guerra no Irão, na sequência de ameaças do presidente norte-americano, Donald Trump, a Espanha por esse motivo.

De 17 a 18 de abril está marcada a Mobilização Progressista Global, evento promovido pela Internacional Socialista, pelo Partido dos Socialistas Europeus e pela Aliança Progressista, no qual líderes de vários continentes se oferecerão como dique de contenção contra o que chamam de “ascensão da extrema direita” e “deriva bélica” no mundo. Além de Lula e Sánchez, os palestrantes serão o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa; do Uruguai, Yamandú Orsi; da Colômbia, Gustavo Petro; e o Conselho Europeu, António Costa. A vice-presidente executiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, e o ex-presidente colombiano Ernesto Samper também deverão estar presentes.

No sábado, 18 de abril, está previsto o IV Encontro em Defesa da Democracia, encontro institucional que contará com a participação de Lula, Sánchez, Petro, Orsi e Ramaphosa. Além disso, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou esta sexta-feira que viajará a Barcelona no dia 18 para se juntar aos seus homólogos latino-americanos. O Chile, que na altura era presidido pelo esquerdista Gabriel Boric, já acolheu, em julho do ano passado, uma cimeira “em defesa da democracia”, iniciativa promovida por Lula e Sánchez em 2024, em Nova Iorque, para articular uma resposta conjunta ao crescimento do que chamam de “ultradireita”, “autoritarismo” e “desinformação”.

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