
Até o momento, oito governadores que foram indicados como candidatos nas eleições de 2026 decidiram permanecer à frente de seus estados até o fim do mandato, desistindo de entrar na disputa.
A decisão, que precisa ser formalizada até este final de semana devido ao prazo legal para incompatibilização, reflete cálculos políticos e administrativos diante de cenários ainda indefinidos.
Nesta lista estão:
- Paulo Dantas (MDB), de Alagoas;
- Ratinho Júnior (PSD), do Paraná;
- Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul;
- Fátima Bezerra (PT), do Rio Grande do Norte;
- Carlos Brandão (sem partido), do Maranhão;
- Wilson Lima (União), do Amazonas;
- Coronel Marcos Rocha (PSD), de Rondônia;
- e Wanderlei Barbosa (Republicanos), do Tocantins.
Entre os fatores que pesaram estão a avaliação do risco eleitoral, a dificuldade de construção de alianças competitivas e o interesse em preservar o capital político para projetos futuros. Em certos casos, os próprios governadores enfrentam desafios locais relevantes, como Ratinho Jr. no Paraná, o que reforça a conveniência de permanecer no cargo para consolidar os resultados da gestão.
A retirada do bloco também revela um ambiente político cauteloso, no qual os líderes regionais evitam movimentos precipitados face a uma eleição que tende a ser altamente polarizada. A incerteza das candidaturas presidenciais e a reorganização das forças partidárias nos estados contribuem para esta situação de espera estratégica.
Além disso, a permanência no cargo permite aos governadores influenciar directamente a formação de plataformas e alianças estatais para as eleições nacionais, sem abrir mão da máquina administrativa. Esta posição pode ser decisiva para articular apoios e definir o equilíbrio de forças no Congresso e nos estados.
Candidatos presidenciais já confirmados atraem maior polarização
No cenário nacional, algumas pré-candidaturas começam a se consolidar, indicando disputas em torno da polarização tradicional. Entre os nomes confirmados estão o esquerdista Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro (PL), escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para representar a direita.
Em seguida vem o elenco formado por Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), que também lutam pelo voto conservador.
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