
O ex-ministro José Dirceu (PT) aproveitou a comemoração de seu aniversário de 80 anos, nesta terça-feira (17), para rejeitar a política moderada do partido, conhecido como “Lulinha paz e amor”, nas eleições deste ano.
“Temos que dizer claramente ao povo brasileiro, esta não é uma campanha ‘Lulinha, paz e amor’. Esta é uma campanha que temos que conquistar a maioria do povo brasileiro.
Ao falar aos convidados, afirmou que o senador e pré-candidato ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), é um “líder golpista como o pai”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que foi condenado pela suposta tentativa de golpe.
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O petista reforçou o discurso que fez no último domingo (15) durante a comemoração de seu aniversário em São Paulo, dizendo que se Flávio for eleito, o Brasil será governado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
“Ele [Flávio] Ele tomou um lado no mundo hoje, o lado Trump, o lado da guerra. E não podemos em nenhum momento imaginar o Brasil governado por ele, o Brasil será governado por Trump, pelos interesses dos Estados Unidos”, pontuou.
Durante a festa na capital federal, Dirceu apresentou o jingle de sua pré-campanha a deputado federal. Impeachmentado em 2005 no escândalo do Mensalão, pretende retornar à Câmara dos Deputados no ano que vem.
O ex-ministro defendeu “aprofundar” as investigações sobre o banco Master e os descontos irregulares do INSS, mas destacou que a “ditadura se deu em nome do combate primeiro à corrupção, depois à subversão”.
A comemoração aconteceu em um restaurante em Brasília. Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Esther Dweck (Gestão) e Camilo Santana (Educação).
Lula disse que eleição “será uma guerra”
No mês passado, Lula afirmou que as eleições deste ano serão uma guerra e destacou o discurso de que a democracia está em risco no país. O presidente disse que as redes sociais “fazem mais mal do que bem” e, por isso, é preciso “raspar” as mentiras contadas.
“Eles são descarados e não podemos ficar calados. Não existe mais ‘Lulinha paz e amor’. Essa eleição vai ser uma guerra e teremos que estar preparados para isso”, destacou Lula durante a comemoração dos 43 anos do PT.
“Se depender do que fizemos em relação a eles, já ganhamos estas eleições, mas não é isso que vai decidir. Não se engane. O que vai ganhar estas eleições é a nossa narrativa política”, concluiu.
