
Após ter expostas mensagens íntimas com o banqueiro Daniel Vorcaro, a empresária, modelo e influenciadora digital Martha Graeff contratou um advogado para tomar medidas “judiciais e extrajudiciais” que considera “adequadas”. A modelo não é investigada pela Operação Compliance Zero — que resultou na liquidação do Banco Master e na prisão do ex-namorado Vorcaro —, mas a divulgação de conteúdo privado ganhou repercussão nacional, que ela classificou como “violência grave”.
Numa nota assinada pelo advogado Lucio Constantino, a modelo descreve a divulgação das mensagens como “inútil” e “manifestamente ilegal”, destacando que a relação com o banqueiro terminou “há meses”. Ela reitera também que nunca esteve envolvida nas atividades profissionais ou financeiras de Vorcaro.
Os diálogos revelam aspectos da vida privada do personagem central do escândalo envolvendo suspeitas de fraude bilionária no sistema financeiro brasileiro. A troca de mensagens transformou o caso em um fenômeno viral nas redes sociais.
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Em conversas amplamente divulgadas com Martha, Vorcaro parece demonstrar prestígio e influência política, relatando proximidade com nomes de alto escalão dos Três Poderes.
Confira a nota completa de Martha:
“A senhora Martha Graeff, por meio de seu advogado, informa que permanece consternada diante da grave violência que vem sofrendo, considerando a exposição manifestamente ilegal e impressionantemente inútil de mensagens fragmentadas trocadas no sagrado ambiente restrito da intimidade do casal.
É importante destacar que a senhora Martha Graeff não mantém relacionamento com o senhor Daniel Vorcaro há meses, sendo importante destacar que nunca se envolveu em nenhum tipo de crime.
Entretanto, a referida publicação, repleta de manifesto desvio de finalidade, afigura-se não só inofensiva a qualquer procedimento de investigação criminal, mas também subversiva dos valores morais e das garantias constitucionais que asseguram a inviolabilidade da intimidade. Na realidade, tal disseminação serve mais para a difamação indisciplinada (SIC, o correto é difamação) da esfera privada feminina, que no contexto brasileiro ainda é um tema que merece atenção prudente, e não se fala em recreação envolvendo a exploração da vida privada da mulher.
Portanto, serve para comunicar que a Sra. Martha Graeff adotará, com a presteza necessária, todas as medidas cabíveis para salvaguardar seus direitos, não hesitando em aproveitar as medidas judiciais e extrajudiciais pertinentes diante daqueles que possam ameaçar sua integridade ou privacidade.
Lúcio de Constantino”
