Novo inquérito sobre ataques ao BC seguirá com Toffoli sob sigilo


A nova investigação aberta pela Polícia Federal nesta quarta-feira (28), que apurará denúncias de ataques de influenciadores ao Banco Central após a liquidação do Banco Master, será novamente denunciada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também será mantida em sigilo.

Segundo fontes familiarizadas com a investigação, eles informaram o Gazeta do Povoo rito desta investigação seguirá o mesmo padrão de “sigilo” já adotado nas outras duas ações relativas ao Banco Master que já tramitam na Justiça, como a negociação da venda da instituição ao Banco de Brasília (BRB) e os supostos crimes financeiros cometidos, como a venda de carteiras de crédito sem lastro no valor de R$ 12,2 bilhões ao banco estadual do Distrito Federal.

Esse sigilo, imposto por Toffoli no final do ano passado, quando levou o processo ao seu gabinete, impede qualquer divulgação e até limita o trabalho da Polícia Federal, como foi visto esta semana durante a coleta de depoimentos dos envolvidos nas investigações. As audiências foram realizadas no STF e não na sede da corporação, como é de praxe.

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Esta nova investigação investiga a suspeita de uma ação coordenada de representantes do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, com a contratação de influenciadores para atacar e desacreditar o Banco Central pela liquidação da instituição do banqueiro Daniel Vorcaro. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) também foi alvo dos ataques.

Produtores de conteúdo afirmam que foram abordados para espalhar a narrativa de que a liquidação havia sido “precipitada”. A polícia investiga se pelo menos 46 perfis foram usados ​​para atacar o Banco Central sob o argumento de erro técnico, na tentativa de pressionar as instituições de controle.

Segundo fontes da investigação, uma agência ligada às campanhas do banco estaria por trás dos contatos com influenciadores. O plano incluía vídeos para reforçar decisões judiciais favoráveis ​​ao Master e colocar em dúvida a atuação da autoridade monetária.

O caso veio à tona depois que os influenciadores de direita Rony Gabriel e Juliana Moreira Leite relataram propostas para defender Master nas redes sociais. O esquema foi apelidado de “Projeto DV”, em referência às iniciais de Daniel Vorcaro.

Segundo fontes, a investigação se baseia no depoimento de Rony Gabriel e nas provas documentais coletadas até o momento.

Uma investigação de jornal O Globo revelou que os contratos com influenciadores chegavam a R$ 2 milhões e continham cláusulas de confidencialidade. Um dos documentos previa multa de R$ 800 mil por quebra de sigilo e trazia as iniciais do dono do banco.

As denúncias indicam que os ataques buscavam influenciar a opinião pública ao sugerir que a liquidação seria uma articulação da esquerda e do “Centrão”. O objetivo final seria tentar reverter a medida no Tribunal de Contas da União, hipótese já descartada pelo próprio TCU.



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