O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que liderou a Caminhada pela Liberdade, convocou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante seu discurso ao final da manifestação. O protesto, que terminou em Brasília após quase uma semana de mobilização, reuniu milhares de pessoas.
“Alexandre de Moraes, o Brasil não tem medo de você”, disse o parlamentar do alto do carro de som.
Pouco depois, emendou afirmando que “estava sem esperança”, pois acreditava que “nunca mais veria manifestações em Brasília”. “Mas, tenho a certeza que esta foi a maior caminhada da história deste país”, acrescentou.
“Estamos aqui sobretudo para acordar o país. Estamos num pesadelo terrível. Não podemos mais viver neste país”, continuou o parlamentar.
A manifestação terminou na Praça do Cruzeiro, no plano piloto de Brasília, sob forte chuva e incidente causado por queda de raio devido à estrutura metálica de segurança montada no local. Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas e 13 foram levadas para hospitais da capital.
VEJA TAMBÉM:
-

Confira imagens da Caminhada pela Liberdade em Brasília
Um pouco antes, durante a concentração após a caminhada, Nikolas Ferreira afirmou que o objetivo da mobilização foi alertar a população sobre denúncias envolvendo autoridades e cobrar mudanças no país.
“Quero despertar as pessoas para o que está acontecendo. Hoje temos o escândalo do Banco Master, um escândalo bilionário envolvendo a esposa de um ministro, como Alexandre de Moraes. Temos o escândalo do INSS, subsídio para o filho do Lula”, disse.
O deputado também associou as denúncias à precariedade dos serviços públicos. “As pessoas são roubadas, não têm a saúde que merecem, não têm a educação que merecem. Então vamos em frente, vamos mudar esse país. Sou muito grato a Deus porque o Brasil acordou”, declarou.
Nikolas também comentou sobre o uso de colete de identificação à prova de balas durante o trajeto. Segundo ele, a medida foi adotada seguindo orientação da segurança institucional.
“A questão do adesivo à prova de balas foi uma orientação da própria PLF [Polícia Legislativa Federal]porque as ameaças surgiram e começaram a aumentar. Estou representando a minha vida e estamos usando ela”, afirmou.
Mais informações em um momento.
