Haddad diz que impasse é por interesse dos EUA em terras raras



O ministro das Finanças, Fernando Haddad, disse no sábado (23) que o interesse estratégico dos Estados Unidos nas terras raras e minerais críticos é a razão por trás das pressões políticas e do impasse tarifário em relação ao Brasil.

Segundo ele, a disputa internacional para esses recursos, essencial para a economia do futuro, ajuda a explicar as pressões externas também na América Latina.

“Mesmo essa interferência na vida política brasileira tem a fazer, na minha opinião, com isso [terras raras]. Eles [EUA] Eles precisam de um governo de rendição porque é estratégico para eles. Como eles acham que a América Latina é o quintal dos Estados Unidos, isso não é uma percepção ”, disse Haddad em entrevista à TV GGN.

Antes, também no sábado (23), Haddad atacou os EUA dizendo que as relações entre os dois países eram alvos de uma “atitude hostil” influenciada por grupos de certos brasileiros que querem apenas proteger os supostos “golpistas”.

Haddad defendeu a regulamentação para terras raras

O ministro também afirmou que não sabe “que pé” é o debate sobre a estrutura regulatória das terras raras, mas que é necessário deixá -lo pronto. “A indústria não está organizada. É pequeno, mas muito valioso. O que está em jogo é muito grande”, acrescentou.

Haddad também disse que não há muitos países do mundo com terras raras e China, o maior produtor e processador do mundo, manterá suas reservas para seu próprio uso.

“Então temos o Vietnã e o Brasil, com muito minério e muitas terras raras. Os Estados Unidos, para você ter uma idéia, não têm 10% dos minerais críticos que o Brasil tem. Para a China, eles não têm 5%.

Segundo o ministro, as empresas de tecnologia americanas dependem de minerais críticos para sua produção, mas você precisa pensar em empresas brasileiras.

“Você não pode produzir com minerais típicos um chip moderno, uma GPU moderna, você não pode. Nvidia depende disso, a Microsoft depende disso, tudo depende disso. E também temos que pensar em ter nossas empresas de tecnologia”, disse ele.



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