
A Câmara dos Deputados invalidou o passaporte diplomático do ex-deputado Eduardo Bolsonaro um dia após a cassação de seu mandato, anunciada nesta quinta-feira (18). No sistema da Câmara, os passaportes diplomáticos de Eduardo Bolsonaro e de seus dependentes já constam como inválidos.
Nas redes sociais, Eduardo afirmou que a decisão visa dificultar sua permanência no exterior. Disse ainda acreditar que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, tenha ordenado o cancelamento do seu passaporte ordinário. “No dia seguinte à cassação do meu mandato chegou a notícia do cancelamento do meu passaporte. Não se enganem, a intenção sempre foi bloquear-me no estrangeiro”, argumentou.
Em entrevista com Jornal SBT Notíciastransmitido no sábado (20), Eduardo Bolsonaro já havia discutido a possível perda do passaporte. O ex-deputado federal afirmou que estuda buscar passaporte de apátrida para continuar morando nos Estados Unidos.
Autoexilado nos Estados Unidos desde fevereiro deste ano, Eduardo acumulou 59 faltas injustificadas nas sessões plenárias deliberativas. Como a Constituição estabelece limite de faltas e prevê a perda de mandato dos parlamentares que faltarem a mais de um terço das reuniões, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, declarou a perda do mandato de Eduardo, decisão que foi publicada nesta quinta-feira (18) no Diário Oficial da Câmara.
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