O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou integralmente o projeto de lei (PL) que reconhecia o estágio como experiência profissional formal. Publicada no Diário Oficial da União (DOU), a decisão impede que o período de estágio seja contabilizado automaticamente para comprovação do mercado de trabalho ou em provas de qualificação de concurso público.
O PL alterou a Lei do Estágio para facilitar o ingresso de recém-formados no mercado de trabalho, atacando a exigência de “experiência prévia” imediatamente após a formatura.
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Por que o governo vetou a proposta?
Apoiado em pareceres do Ministério da Educação, do Ministério da Gestão e Inovação e da Procuradoria-Geral da República, utilizou dois argumentos principais para justificar o veto:
Descaracterização do estágio: O Palácio do Planalto defende que o estágio tem finalidade estritamente pedagógica e educativa e não pode ser equiparado a vínculo empregatício ou profissional formal.
Inconstitucionalidade: a proposta invadiria a competência de estados e municípios ao tentar impor uma regra genérica sobre como os entes federais deveriam avaliar títulos em seus próprios concursos públicos.
O que acontece agora?
Com o veto presidencial integral, o texto volta ao Congresso Nacional. Os deputados e senadores deverão analisar a decisão em sessão conjunta, podendo:
Manter o veto: O projeto está definitivamente arquivado.
Derrubar o veto: a lei é promulgada e passa a vigorar mesmo sem a sanção do presidente.
