
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), reforçou nesta sexta-feira (8) que, se eleito, ocupará o cargo de presidente, e não seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Se for da vontade do povo, o presidente será Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro sempre será meu norte e minha bússola, minha referência. CNN Brasil.
Apesar de afirmar que não tem planos imediatos de nomear o pai para um ministério específico, o senador deixou claro que terá liberdade para ocupar qualquer cargo que desejar no governo.
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“Se ele quiser ocupar um cargo no meu governo, é óbvio que o fará”, destacou.
O pré-candidato declarou que aprovará uma anistia “ampla, geral e irrestrita” para seu pai, caso ele seja eleito, para que Bolsonaro possa subir a rampa do Palácio do Planalto ao seu lado na cerimônia de posse.
Flávio acusa Moraes de “arranjar a inelegibilidade de Eduardo”
O senador afirmou que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes “arranja” a inelegibilidade de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
Moraes é o relator da ação em que Eduardo é réu por articular sanções do governo dos Estados Unidos contra autoridades brasileiras, inclusive contra o próprio ministro.
“É óbvio que ele não poderia participar desse julgamento. E aí, por exemplo, Alexandre de Moraes pretende se organizar para tornar Eduardo Bolsonaro inelegível”, disse Flávio.
No mês passado, o presidenciável já havia dito que Moraes tenta “desequilibrar” a disputa eleitoral por meio do STF. A declaração ocorreu no mesmo dia em que o ministro abriu inquérito para apurar se Flávio cometeu suposto crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Está muito claro qual é a estratégia. Como Alexandre de Moraes não está mais no TSE, ele vai querer desequilibrar as eleições lá no Supremo. Essa prática não pode ser aceita em outras eleições, agora em 2026”, disse Flávio durante a sessão do Senado, no dia 15 de abril.
